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quinta-feira, 21 de abril de 2011

A OBRIGATORIEDADE  DA PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA POLÍTICA.

Procuradora de Justiça Soraya Taveira Gaya.

É sabido, por dados estatísticos, que grande parte dos membros do Judiciário brasileiro é composta de mulheres. Já o mesmo não se pode dizer com relação ao Legislativo e Executivo brasileiro, que é composto quase que exclusivamente por homens. O que será que afasta as mulheres da Política, quando é sabido que estatisticamente é mínimo o número de acidentes automobilísticos envolvendo mulheres, ínfimos os casos de extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes graves, que tenham mulheres como autoras ou participes? É com lamento que constatamos que o Legislativo e Executivo Municipal do País é quase que exclusivamente masculino. É preciso que se adotem mais políticas públicas de incentivo à participação da mulher na Administração Pública, diríamos até que constitui uma necessidade, já que, por sua própria natureza, a mulher é essencialmente protetiva e organizada, além de ser uma administradora nata. Quem pode negar que a mulher tem o dom sagrado de cuidar, ao mesmo tempo, da casa, dos filhos, do marido, empregados, trabalho externo e ainda ser capaz de fazer o salário da família render? Quem pode negar que se a mulher não está em casa nada funciona? Que sem a mulher o homem não consegue muito progresso? Quem pode negar ainda, que é a mulher quem movimenta o País e que se ela simplesmente resolver cruzar os braços o Brasil para? Não estamos fazendo apologia contra o trabalho dos homens, mas apenas provocando reflexões a respeito da importância da colaboração ostensiva e concreta da mulher na administração do País. É preciso tornar efetivo o princípio da igualdade e paridade entre homens e mulheres, tornar obrigatório que 50% do Legislativo – federal estadual e municipal – seja composto de mulheres, facilitando seu acesso ao Executivo, tornando obrigatório o mesmo número de candidatos masculinos e femininos a esse cargo. Já está mais do que comprovado que deixar a coisa pública em mãos masculinas não tem dado bons resultados, porque não entregá-la agora às mulheres?




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