CARNAVAL: O QUE FAZER PARA NÃO SERMOS VÍTIMAS OU AUTORES DE UM CRIME.
Procuradora de Justiça Soraya Taveira Gaya.
O carnaval é uma das festas mais populares do mundo, ocorrendo nas regiões católicas dias antes do início da Quaresma, quando em tese se exige bom comportamento, já que simboliza os 40 dias que Jesus passou no deserto. Antes disso, existe a festa de comemoração de despedida da carne e da bebida, que é o carnaval propriamente dito. Sendo assim, é festa de todo jeito e em todos os lugares, as pessoas querem se divertir à exaustão e muitas sem limites. Como existe uma abertura, uma liberalidade exacerbada nessas ocasiões, é preciso não perder de vista que alguns delitos encontram maior guarida nessa época. Assim, temos um aumento das estatísticas de gravidez, principalmente na adolescência; de doenças sexualmente transmissíveis; das prisões por tráfico de drogas, pois aquele que fornece entorpecente, ainda que gratuitamente, para foliões, vai encarar uma cadeia pesada, não importando sua ascendência; é grande o aumento de delitos contra o patrimônio, principalmente roubos e furtos; cresce o numero de crimes contra a pessoa, em especial lesões corporais e mesmo homicídios, em face do grande consumo de bebidas alcoólicas e drogas; bem como o número de acidentes de trânsito com vítimas; lesões corporais oriundas de queimaduras pelo uso de “bombas” e “fogos de artifício”; desaparecimento de crianças e adolescentes; aumenta a estatística dos delitos sexuais decorrente de provocação inconsciente das mulheres com o uso de pequenas vestes; prostituição infantil pela vinda de maior número de turistas; violência sexual contra crianças, adolescentes, bem como pedofilia; e outros delitos que no momento não nos ocorre. Bom, se não queremos ser uma vítima em potencial da violência embutida no carnaval, devemos dosar nosso comportamento de uma maneira geral, bebida alcoólica só na companhia de quem não bebe ou não vai fazê-lo naquele dia, quer seja para que a pessoa possa dirigir o veículo, quer seja para que figure apenas como “guardião” de nossa conduta. Não devemos esquecer que alguns hábitos são considerados ilícitos como urinar em local público. Ter cuidado redobrado com relação às crianças e adolescentes, buscando não confiar suas guardas a quem quer que seja, para que possa “pular” tranqüilo (a) o carnaval até as tantas, pois é sabido que a maioria dos autores de crimes sexuais contra crianças é um parente ou pessoa ligada a ela por laços afetivos. Em qualquer caso, nunca deixar a criança sozinha com computador acessado a internet, pois isso equivale a permitir que ela fique na presença de várias pessoas estranhas e absolutamente desconhecidas, compartilhando inocentemente sua intimidade. Se viajar, tomar as cautelas devidas para não retornar e encontrar a casa arrombada e furtada, buscar auxílio, por exemplo, de vizinhos para que zelem pelo imóvel durante sua ausência. Procurar não seguir por locais desertos ou desconhecidos, muito menos aceitar carona de estranhos. Cautela também devemos ter, para não sermos confundidos com “bandidos” pela Polícia, já que todos nessa época andam praticamente iguais, sem contar com as mascaras, leve em conta que os Policiais são seres humanos dotados dos mesmos sentimentos que nós e que eles vivem sob o efeito da adrenalina natural de suas funções. Nesse período as pessoas tendem a abusar da bebida alcoólica e drogas afins tornando-se inconvenientes, sendo assim, é preciso que tenhamos tolerância com elas, a fim de evitar uma lesão corporal ou algo pior. Com esses pequenos cuidados, cremos serem grandes as possibilidades de se passar um carnaval tranqüilo.
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